Meu querido Grand Canyon


O Grand Canyon não é apenas um rostinho bonito… Além de ser uma das 7 maravilhas naturais do mundo, o Grand Canyon é um lugar especial, eu diria até místico. Claro que uma vista panorâmica desse vale, com mais de 2 bilhões de anos já vale a visita, mas, há muito mais escondido entre essas rochas coloridas. Uma experiência única, e talvez a mais emocionante, é a de percorrer as trilhas que levam até o Rio Colorado.  No mês de agosto, juntamos uma turminha de 6 doidos e fizemos esse Hike. Abaixo, um pouquinho sobre essa experiência.
Nossa viagem começou muito antes da própria viagem. Precisamos (bem, eu precisei…) de alguns meses de treino para nos preparar para a trilha. Afinal, não é todo dia que se caminha 27 km morro acima e morro abaixo, né? Compramos guias, estudamos as trilhas e claro, reservamos nosso lugarzinho no Phantom Ranch com antecedência, pois essa acomodação é muito concorrida.
Chegamos no Grand Canyon no dia 10 de agosto, demos entrada hotel, que ficava na Borda Sul, onde passaríamos a primeira noite, e logo fomos para o supermercado da Grand Canyon Village. Esse mercado possui todos os apetrechos para quem vai fazer Hike: bastões para caminhada, bandanas, barras de cereal, isotônicos, roupas, chapéus, protetor solar, etc. É muito importante estar abastecido de comida e água/isotônico durante a trilha, além de ter bons sapatos e uma mochila. Depois dessa etapa cumprida, jantamos rapidinho e já fomos para a cama.
No dia 11, acordamos cedinho e tomamos um café da manhã super especial no El Tovar, um dos hotéis históricos mais bacanas dos Estados Unidos. Por volta das 07 horas da manhã, pegamos um taxi e fomos para a cabeça da trilha South Kaibab, por onde desceríamos até o Rio Colorado. Essa trilha tem cerca de 11 km e é a mais ingrime. Não há pontos de abastecimento de água nela, por isso, tivemos que carregar água para todo o percurso.

Como “para descer, todo santo ajuda”, fomos curtindo a paisagem à medida que chegávamos mais perto do rio. Pegamos chuva no caminho e graças a Deus conseguimos encontrar um abrigo a tempo de nos proteger dos raios. Em cerca de 5 horas estávamos, finalmente, no Phantom Ranch.
O Phanton Ranch (Rancho Fantasma) é um lugar único. Escondido dentro do Canyon, às margens do Rio Colorado, ele abriga os hikers que se aventuram nessas trilhas. Todo abastecimento do lugar é feito através de mulas (só é possível chegar lá caminhando ou de mula).  Ainda assim, a comida lá é espetacular. E tem cerveja. E correio (as cartas sobem de mula também). Nos hospedamos em uma cabanas simples, mas com conforto (banheiro e ar condicionado no quarto).

 

No dia seguinte, acordamos as 04 da manhã pois nosso café da manhã estava marcado para as 05. Nossa ideia era sair de lá cedo, para caminhar o máximo possível fora do horári

o de pico do sol. A trilha que escolhemos para subir o Canyon chama-se Bright Angel. É a trilha mais popular, apesar de ser a mais longa (16 km), pois possui pontos para abastecimento de água pelo trajeto. Por volta das 05:40, com nossos bastões de peregrino à mão (trouxemos eles conosco no avião – estão expostos na agência para provar a nossa façanha), deixávamos o Phantom. Chegamos ao Indian Gardens (metade do caminho) por volta das 08 horas da manhã e ali descansamos um pouco.

A subida depois do Indian Gardens é muito difícil. É a pior parte do caminho. Mas bem pior do que o que você está imaginando. Mas bem pior mesmo: sol forte, cansaço e subida ingrime. Todas as partes do corpo doem. O sol começa a pegar forte e o calor é intenso. Foi preciso muita superação e espírito de equipe para fazermos essa parte. Chegamos ao topo do Canyon por volta das 13h. Exaustos, sujos, com dores nas pernas, dor de barriga (muita fibra nessas barrinhas de cereal), mas muito satisfeitos e felizes com a conquista.

No dia seguinte, claro, as panturrilhas não serviam pra nada. Mas, o grupo todo estava de PARABÉNS!! E fica aqui o registro para a posteridade: estaremos lá novamente daqui a 10 anos!
Abaixo, algumas fotos da tilha, do Phanton e do Canyon… embora eu ache que nenhuma foto seja suficiente para descrever o lugar e essa experiência.

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